”O som da sua voz flutua sobre mim, dentro de mim, ao meu redor. Como um zumbido vago e distante que cruza oceanos, continentes e galáxias para me alcançar.” (Alison Noël - Estrela da Noite, p.162)
(O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry)
(Fonte: facebook.com)
“Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço.” (O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón, p. 11)
“E mais uma coisa: havia um livro aberto sobre a mesa. Nesse café ninguém jamais abrira um livro sobre a mesa. Para Tereza, o livro era o sinal de reconhecimento de uma fraternidade secreta. Contra o mundo de grosseria que a cercava, não tinha efetivamente senão uma arma: os livros que pedia emprestados na biblioteca municipal; sobretudo os romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles não só lhe ofereciam a possibilidade de uma evasão imaginária, arrancando-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinham também para ela um significado como objetos: gostava de passear na rua com um livro debaixo do braço. Eram para ela aquilo que uma elegante bengala era para um dândi do século passado. Eles a distinguiam dos outros.” (A insustentável leveza do ser - Milan Kundera)
“Um segredo da boca é como uma pedra na bota. No começo, mal se tem consciência dela. Depois, torna-se algo irritante e, mais tarde, intolerável. Os segredos da boca vão crescendo à medida que são guardados, inchando até pressionar os lábios. Lutam para se soltar.
Os segredos do coração são diferentes. São privados e dolorosos e não há nada que se deseje mais do que escondê-los do mundo. Eles não inflam nem pressionam a boca. Vivem no coração e, quanto mais são guardados, mais pesados se tornam.
Diz Teccam que é melhor ter a boca cheia de veneno que um segredo no coração. Qualquer idiota é capaz de cuspir o veneno, diz ele, mas nós guardamos esses tesouros dolorosos. Engolimos em seco todos os dias para contê-los, empurrando-os para baixo, para nossas entranhas mais recônditas. Lá eles permanecem, ganhando peso, supurando. Com o tempo, não há como deixaram de esmagar o coração que os contém.” (O temor do Sábio, Patrick Rothfuss)
“Uma pequena vingança, afinal o que é a vingança além de uma estranha declaração de amor, alguém que se vinga é sempre alguém que diz: a separação é um gesto pela metade e o teu nome que se repete, cada vez. O teu nome incompleto, suspenso em minha boca, isso é a vingança, apenas isso, um amor que nunca acaba.” (Carola Saavedra)
“Meu sonho é que a leitura seja como um vírus: contagioso.” (Darlan Gomes)